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Para os seguidores da série Flashforward...


Uma das séries que mais me surpreendeu no passado ano, e que acho que foi extremamente desvalorizada, foi a série Flashforward.


Adorei a envolvência da série, o conceito da história, as reviravoltas sensatas e na hora certa, a narrativa entusiasmada… enfim, era seguidor. Pelo meio houve uns episódios daqueles que se percebeu que eram para “encher chouriço”, mas nada de muito “Lost”.

Em todo o caso, quando soube que a série tinha sido cancelada, fiquei desconsolado por nunca vir a conhecer as respostas aos mistérios. Por isso, quando encontrei o livro de Robert J. Sawyer que inspirou a série, fiquei todo contente e comprei-o. Finalmente, ia saber o fim da história!

Todavia, qual não foi a minha surpresa quando percebi que, quando os produtores da série diziam “Basedo num romance de Robert J. Sawyer”, não estavam a brincar: era mesmo só baseado no romance!

O livro só tem em comum com a série o título, o facto de ter havido uma experiência que originou o Flashforward e a personagem de Lloyd Simcoe, que era o cientista envolvido na experiência. Tudo o resto nem se toca. Aliás, a capa do livro que eu comprei é extremamente enganadora, porque reporta à série e mostra um cenário e um personagem (Mark Benford) que é o principal da série, mas que nem aparece no romance.



Em todo o caso, o facto de serem tão diferentes não é mau, porque o livro é muito bom.

Para começar, uma das grandes diferenças é que o Flashforward na série vai somente até seis meses no futuro, enquanto que no livro vai a cerca de 21 anos no futuro. O livro é muito mais rígido na narrativa, mais “europeu” e expositivo, não há um componente de conspiração e acção como na série. 


No livro, o Flashforward não surge de uma conspiração, foi o resultado assumido de uma experiência científica e, depois de perceberem o que aconteceu, chegam mesmo a repeti-la outras duas vezes, uma poucos meses após a primeira e outra vez 21 anos depois.

Existem outras diferenças. No livro, não há qualquer envolvimento do FBI (aliás, o livro acontece maioritariamente na Europa, mal se fala nos Estados Unidos) e só há acção mesmo no fim, numa sequência que envolve um tiroteio e uma perseguição. O resto é focado na relação das personagens, na explicação científica da experiência, no debate filosófico sobre se o futuro é fixo ou flexível, e na forma como as personagens lidam com o que viram no seu Flashforward.

Moral da história, se nunca viram a série, o livro vive muito bem por si só e vale uma leitura. Se vão ver a série porque não têm paciência de ler o livro, então esqueçam… é o mesmo que verem o Titanic porque não têm paciência de ler os Lusíadas...

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